<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Laboratório de Psicanálise</title>
	<atom:link href="http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com</link>
	<description>Just another WordPress.com site</description>
	<lastBuildDate>Sun, 10 Apr 2011 12:41:27 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='laboratoriodepsicanalise.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://s2.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Laboratório de Psicanálise</title>
		<link>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/osd.xml" title="Laboratório de Psicanálise" />
	<atom:link rel='hub' href='http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>A casa dos pequenos cubos: um convite ao mergulho</title>
		<link>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2011/03/28/a-casa-dos-pequenos-cubos-um-convite-ao-mergulho/</link>
		<comments>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2011/03/28/a-casa-dos-pequenos-cubos-um-convite-ao-mergulho/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Mar 2011 11:59:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nucleotavola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alunos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/?p=34</guid>
		<description><![CDATA[Fui convida para fazer um comentário sobre o curta La Maison em Petit Cubes no encontro dos estudantes do curso de Formação em Psicanálise do Núcleo Távala de Ribeirão Preto. Dias antes de participar do encontro acordei insone com as palavras pulando na cama, pedindo-me para que eu não as perdesse. Advinha? Levantei e escrevi. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=34&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2011/03/28/a-casa-dos-pequenos-cubos-um-convite-ao-mergulho/"><img src="http://img.youtube.com/vi/6D3QbrV3pT8/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;">Fui convida para fazer um comentário sobre o curta La Maison em Petit Cubes no encontro dos estudantes do curso de Formação em Psicanálise do Núcleo Távala de Ribeirão Preto. Dias antes de participar do encontro acordei insone com as palavras pulando na cama, pedindo-me para que eu não as perdesse. Advinha? Levantei e escrevi. Estou compartilhando com você as letrinhas malucas que não me deixaram dormir e que, afinal, foi o meu comentário sobre o curta no dia do encontro.<span id="more-34"></span></p>
<p>É interessante ver o curta antes, de ler o meu texto.</p>
<p>Esta é a minha maneira singular de sonhar este pequeno curta. Baseado na minha vivência deitado no divã. Assumo todos os riscos. Gostaria que você sonhasse comigo.</p>
<p>Quem sou eu? Esta pergunta que é fundamental tanto a filosofia como a psicanálise, nos atravessa do nascimento a morte. Atravessa porque? Somos convocados a respondê-la, mesmo que passemos a vida da forma mais pragmática e ordinária possível, nunca pensando em questões existenciais. Ela está sempre fazendo uma evocação: como uma música de fundo, um cheiro que nos transporta sem saber para onde. Ela nos coloca frente a frente com um enigma. Não há como fugir, o destino de quem se recusa a tentar respondê-la é ser devorado pela Esfinge[1]: o esquecimento. Ser devorado significa perder a memória. A memória é o fio de Ariadine que nos conduz a reposta. Neste caminho há ainda, como em todo enigma, um paradoxo: a resposta é sempre esprilada e impermanente – assim como a vida. Talvez o caminho seja mais importante que a chegada. O que me lembra uma música do Paulinho Mosca:<br />
A seta e o Alvo<br />
Eu falo de amor à vida<br />
Você de medo da morte<br />
Eu falo da força do acaso você de azar ou sorte<br />
Eu ando num labirinto<br />
E você numa estrada em linha reta<br />
Te chamo pra festa, mas você só quer atingir sua meta<br />
Sua meta é a seta no alvo<br />
Mas o alvo na certa não te espera<br />
Eu olho pro infinito e você de óculos escuros<br />
Eu digo te amo e você só acredita quando eu juro<br />
Eu lanço minha alma no espaço; você pisa os pés na terra<br />
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era<br />
E o que era; era a seta no alvo<br />
Mas o alvo na certa não te espera<br />
Eu grito por liberdade você deixar a porta se fechar<br />
Eu quero saber a verdade você se preocupa em não se machucar<br />
Eu corro todos os riscos você diz que não tem mais vontade<br />
Eu me ofereço inteiro você se satisfaz com metades<br />
Então me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada<br />
quando se parte rumo ao nada.</p>
<p>Muitas pessoas ingenuamente acreditam que esquecer vai nos trazer um conforto, uma paz. A psicanálise nos mostra visceralmente, além de intelectualmente, que é exatamente a memória que pode nos ajudar a buscar a resposta. É no mergulho nas águas daquilo que mais nos assusta, reminiscências, significados, no desterrar que vamos nos encontrar com este sempre escorregadio vir a ser.<br />
Existe uma pequena história do Rubem Alves[2] que eu adoro. Ela fala sobre um príncipe que tinha uma linda voz e que foi transformado em sapo porque não quis fazer um dueto com uma bruxa, com uma voz horrível. Ele virou sapo, mas não perdeu a linda voz, porém ninguém queria um sapo cantando no reino e mandaram ele para o charco. Quando ele resolveu cantar suas lindas canções no charco os sapos lhes disseram que sapos não cantam coaxam. E assim começou o processo de esquecimento do príncipe. Ele só lembrava das músicas que cantava outrora nos seus sonhos e acordava com uma vaga sensação de uma saudade que não sabia porque. Saudade que lhe contava como estava longe da sua casa.<br />
Na maior parte das vezes as palavras que vamos ouvindo durante a vida enfeitiçam esta linda voz que nos conta nossa história. Vivemos numa cultura que nos convida ao hedonismo[3]: uma luta perpétua pelo prazer e a felicidade da hora. Que nos seqüestra a lembrança daquilo que é significativo para nós e nega de maneira contundente as mortes, os lutos. Negar o luto é perder a memória. Estar enlutado talvez seja um das vivências psíquicas mais importantes que passamos. O luto nos ensina o exercício de aceitar que perdemos, aceitar que vários outros integram nosso eu e que não existimos como ilha ou mônoda: preciso do outro. Sua ausência também me ajuda a saber quem sou.<br />
Como vivemos na civilização da obrigatoriedade da felicidade (os pegue-e-pague da vida) quando saímos em busca de responder o Enigma nos sentimos embaraçados. T.S. Eliot tem um aforismo que fala muito bem deste sentimento: “Num país de fugitivos aquele que anda na direção contrária parece estar fugindo”. Então muitas vezes por achar que na verdade existe algo de “errado” conosco, vamos montando casas de cubos nos protegendo das lembranças e memórias como se elas fossem uma maldição. Não sabemos que o contrário é verdade: o esquecimento é a maldição.<br />
É este convite que a psicanálise faz a quem tem o desejo e a coragem de deitar num divã: ver pelo avesso, passar pelas escotilhas e ir mergulhando cada vez mais fundo naquilo que nos construiu: memórias. “(&#8230;)quebrar o feitiço da palavra má que nos fez adormecer e esquecer a melodia bela.”[4]<br />
Às vezes nosso cachimbo predileto cai pela escotilha. A queda do cachimbo nos faz um convite ao mergulho. Este mergulho pode nos levar a lembrança de todos os lutos que já fizemos ou nos recusamos a fazer. Podemos ficar somente no primeiro cubo, um mergulho raso ou podemos ter a coragem, e acredito heróica, de tocar os pés no fundo. O processo de análise tem muito a ver com desenterrar os mortos e com eles os nossos tesouros perdidos. Pegamos o nosso fio de Ariadne e urdimos a colcha. O terapeuta e aquele que senta conosco e vai nos ajudando a tecer. Ele segura o fio com cuidado, porque sabe, pois já vivenciou o mesmo processo, como este fio é precioso. O psicanalista é o escafandro que possibilita o mergulho. Sem ele ficamos na superfície, náufragos. Nos ajuda a enxergar a miríade de ângulos possíveis de nossas lembranças. No processo vamos (re)significando espiralmente esse quem somos.<br />
Não há cura, mas reconciliação. Na linha mesmo daquilo que Hannah Arendt diz: precisamos compreender para perdoar. O fato continua a existir. Assim sendo é uma idealização narcísica acreditar que vamos passar por uma transformação e que vamos ser aquilo que planejamos – perfeitos. Clarisse Lispector diz numa carta a sua irmã “Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso – nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”[5]<br />
Incomodo. A psicanálise tem uma vocação iconoclasta. Charles Feitosa tem um pensamento sobre o amor e a filosofia que cabe muito bem a psicanálise. “Entregar-se ao amor pelo saber ou por alguém exige uma certa disposição para a vertigem, para a perda provisória do autocontrole. Na vertigem corre-se o perigo de queda, mas abre-se também a possibilidade de ter prazer com o movimento. Só é capaz de amar quem tem coragem de perder o prumo.”[6] Brincando com as palavras de Nietzsche: vamos sim, no processo analítico, descobrindo que somos humanos, demasiadamente humanos. Que somos uma corda atada entre nossas memórias e nossos lutos, uma corda atada sobre um abismo. O maior risco que corremos não é o de cair, mas de ficar preso a corda. Passei por um luto a dez anos atrás e me lembro sempre de ser convida pela minha analista a pular: ela me dizia que essa era uma ocasião muito especial da minha vida e que poderíamos encontrar tesouros inimagináveis se eu mergulhasse.<br />
Não fazer o luto, qualquer que seja ele, é como investir numa poupança na qual vamos receber juros enormes que na verdade não queremos. Lutos não vividos são cumulativos. Assim todo luto abre a caixa de pandora dos lutos que deixamos de viver. Vivenciar nossos lutos é poder beber uma taça de vinho com nossas lembranças.<br />
Em resumo: quando assisti a casa dos pequenos cubos pensei que está era uma metáfora muito bacana da psicanálise. Vamos erigindo cubos que vão deixando imersos nossas lembranças. E que a psicanálise nos ajuda a mergulhar pelas escotilhas para lembrar de quem somos para depois podermos celebrar todas as mortes que nos ajudaram a chegar exatamente aqui. Não saberemos a verdade última sobre nos mesmos, nunca saberemos (este é outro Enigma), mas nos tornamos mais investigativos, espero, eu, mais sábios, ao invés de mais científicos.</p>
<p>[1] Na mitologia grega antiga, Esfinge, é um monstro com rosto e busto de mulher, corpo leonino, asas e cauda de dragão, que propunha um enigma aos viajantes.<br />
[2]ALVES, Rubem. O retorno e terno. 4ª ed. Campinas: Papirus, 1994. p.82-3<br />
[3] Hedonismo é uma doutrina da Grécia antiga (Aristipo de Cirene e Epicuro) que considera que o prazer individual e imediato é o único bem possível, princípio e fim da vida moral. O hedonismo filosófico moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.<br />
[4] ALVES. Ibid. p. 83<br />
[5] LISPECTOR, Clarice. Correspondência Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Rocco, 2002. p. 165<br />
[6] FEITOSA, Charles. Explicando a filosofia com arte. Rio de Janeiro: Ediourto, 2004. p. 17</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/34/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=34&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2011/03/28/a-casa-dos-pequenos-cubos-um-convite-ao-mergulho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/94bc0eb1cde35633cfca9a5ea39b6e40?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">nucleotavola</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A IMPORTÂNCIA DO SONO</title>
		<link>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2011/03/27/a-importancia-do-sono/</link>
		<comments>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2011/03/27/a-importancia-do-sono/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Mar 2011 13:18:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nucleotavola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alunos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/?p=28</guid>
		<description><![CDATA[por Marcos C. Ciciarelli Certa vez em uma aula de psicossomática um brilhante professor do nosso curso nos dizia sobre a importância do sono na vida das pessoas. A aula era sobre questões sobre o trabalho e suas nuances estressantes que por vezes nos acarretam patologias psicossomáticas, gerando crises emocionais desencadeadas pelo acúmulo de horas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=28&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>por Marcos C. Ciciarelli</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Certa vez em uma aula de psicossomática um brilhante professor do nosso curso nos dizia sobre a importância do sono na vida das pessoas. A aula era sobre questões sobre o trabalho e suas nuances estressantes que por vezes nos acarretam patologias psicossomáticas, gerando crises emocionais desencadeadas pelo acúmulo de horas trabalhadas e excesso de pressão por resultados entre outras coisas mais. Sabemos que muitas pessoas, talvez a grande maioria trabalha por profissão, ou seja, por necessidade e não por vocação, o psicanalista Ruben Alves disse certa vez em um livro que quem trabalha por profissão, “trabalha pelo ganho” e os que trabalham por vocação, “trabalha como quem faz amor, como quem brinca”.<span id="more-28"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Voltando ao sono, meu professor apesar de frisar a importância de se dormir por pelo menos oito horas por noite, nos confessou que ele próprio não conseguia dormir “tanto”, pois considerava tal fato um desperdício da vida. Chegou até mesmo a fazer uma conta, onde uma pessoa que dorme seis horas por noite aproveita duas horas a mais de vida por dia, dez horas a mais por semana, quarenta por mês e assim por diante, e terminou dizendo: “Já pensaram em uma pessoa que viva setenta e cinco anos, quanto tempo a mais de vida ela terá do que uma outra da mesma idade que durma duas horas a mais por noite”.</p>
<p style="text-align:justify;">Tal colocação me deixou profundamente intrigado, pois para mim particularmente o sono é algo bem vivo e saboroso. A vivência do sono está em vários fatores, no início dele sente-se aquela maravilhosa sensação do poder descansar, durante boa parte dele, simplesmente nos apagamos do mundo, o que é extremamente maravilhoso, depois tem a fase do sonho, que como nos ensinou Freud, “o sonho é o guardião do sono”, ou seja, ao sonhar você tem sua capacidade de dormir preservada, além do mais em qual outro momento do dia você seria capaz de: voar, enfrentar serpentes, namorar pessoas maravilhosas, se encontrar com pessoas jamais vistas ou reencontrar pessoas que não estão mais presentes nesta vida.</p>
<p style="text-align:justify;">O sono é algo para ser degustado, assim como se degusta uma boa comida ou um bom vinho, trata-se de um momento singular, onde cada um tem o seu, um momento extremamente particular, onde passamos a viver experiências únicas; alguns dormem de lado, outros de barriga para cima, alguns roncam, outros dormem em silêncio profundo, alguns suam tanto que acordam com a camisa do pijama totalmente molhada, outros acordam ainda arrepiados pelo frescor da madrugada de inverno, alguns se embaraçam entre três ou quatro travesseiros novos, alguns se bastam com apenas um e bem velhinho, alguns preferem dormir sozinhos em camas King size, e outros adoram dormir agarradinhos em uma cama de solteiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu sou um degustador de sono, se pudesse dormiria tranquilamente mais de oito horas por noite, e não me sinto perdendo nada, muito pelo contrário, sinto que perde quem não dorme ou dorme pouco, pois para mim, dormir é uma vocação e não uma obrigação, eu não durmo para acordar logo e ganhar horas de vida, eu durmo para perdê-las, assim como faz como quem se perde por amor em uma cama de solteiro bem agarradinho.</p>
<p style="text-align:justify;">À propósito, estou escrevendo este texto as quatro e meia da madrugada depois de ter meu maravilhoso momento de sono interrompido por meus dois filhos pequenos, o primeiro, que sonhou com monstros e ainda não percebeu que os monstros é que são bonzinhos e o segundo, fez xixi na cama e veio nos pedir uma ajudinha.</p>
<p style="text-align:justify;">Bom, acho que vou tentar ganhar mais algumas horinhas de vida. Boa noite, ou bom dia.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">Marcos C. Ciciarelli é Psicanalista e Filósofo.</p>
<p style="text-align:justify;">Membro da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática – Reg. Rib.Preto</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><br />
</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/28/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=28&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2011/03/27/a-importancia-do-sono/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/94bc0eb1cde35633cfca9a5ea39b6e40?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">nucleotavola</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Os Desafios do Trabalho Analítico e Psicopedagógico em Paciente com Traumatismo Craniano</title>
		<link>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2011/03/25/os-desafios-do-trabalho-analitico-e-psicopedagogico-em-paciente-com-traumatismo-craniano/</link>
		<comments>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2011/03/25/os-desafios-do-trabalho-analitico-e-psicopedagogico-em-paciente-com-traumatismo-craniano/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Mar 2011 17:15:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nucleotavola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alunos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/?p=24</guid>
		<description><![CDATA[por Ana Amélia Alves Ferreira de Laurentiz Caso clínico: Mário, aos 30 anos de idade era motorista de caminhão, casado e tem dois filhos. Sofreu um trágico acidente quando voltava de outra cidade com a esposa e seus filhos. Este acidente ocorreu há 20 anos quando um caminhão que estava ultrapassando outro atingiu seu carro, pois [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=24&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>por Ana Amélia Alves Ferreira de Laurentiz</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Caso clínico:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Mário, aos 30 anos de idade era motorista de caminhão, casado e tem dois filhos. Sofreu um trágico acidente quando voltava de outra cidade com a esposa e seus filhos.</p>
<p style="text-align:justify;">Este acidente ocorreu há 20 anos quando um caminhão que estava ultrapassando outro atingiu seu carro, pois o mesmo foi desgovernado caindo numa ribanceira, e para salvar a família jogou o carro um pouco ao acostamento, já que não tinha espaço suficiente na pista.<span id="more-24"></span></p>
<p style="text-align:justify;">O acidente causou a ele Traumatismo Crânioencefáfico (especificamente lesão no lobo occipital e no lobo temporal direito), fratura exposta no fêmur, rompimento do bacio, parada cardíaca, vários cortes profundos no corpo, atingindo principalmente o lado esquerdo.</p>
<p style="text-align:justify;">Após o acidente adquiriu osteomelite por infecção hospitalar e erisipela.</p>
<p style="text-align:justify;">Mário ficou internado no Hospital das Clínicas por 21 dias em estado de coma profundo. Seu caso quanto ao TCE foi considerado de grau grave.</p>
<p style="text-align:justify;">As conseqüências deste acidente foram: perda parcial do equilíbrio em pé, retrações musculares generalizadas, atrofia em membro inferior esquerdo com eversão do tornozelo e pé esquerdo, fraqueza geral, osteomelite, erisipela, trombose, perda da localização espacial e temporal, dificuldades gerais no pensamento, perda de codificação verbal, depressão pós-traumática, perda de reconhecimento visual (pessoas da família e conhecidas) e da memória recente.</p>
<p style="text-align:justify;">Mário passou a fazer uso dos seguintes medicamentos: Carmabazepina (200mg), sendo 4 comprimidos ao dia e Urbanil (20mg) em 2 comprimidos ao dia, a fim de evitar crises de epilepsia.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>História pessoal:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">O pai de Mário era motorista, a mãe trabalhava na lavoura e depois ficou tomando conta dos afazeres da casa. Mário tem uma irmã um pouco mais nova, com a qual brigava muito na infância e adolescência.</p>
<p style="text-align:justify;">O pai sempre foi muito calmo, trabalhador. Já a mãe estava muito nervosa, sem paciência com os filhos; jogava tudo que via pela frente. Eram palmadas, chineladas, vassouradas e paneladas.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando Mário apanhava chorava pouco, mas logo já vinha fazer as pazes com a mãe, não guardava raiva.</p>
<p style="text-align:justify;">Na escola era muito arteiro, gostava de brincar com o inspetor até que este se irritava, e batia nele. Depois já vinha fazer suas peripécias com o inspetor novamente.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto aos estudos, apresentava dificuldades de aprendizagem e fobia nas provas. Tentava fugir das provas, pois pedia à professora para ir ao banheiro, e voltava com a cabeça molhada. Manifestava dificuldades de atenção, concentração e inquietude.</p>
<p style="text-align:justify;">Na juventude teve muitas mulheres, se divertia e viajava muito; mesmo a trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">Sentia-se abafado perante a mãe que o oprimia e, para fugir de casa resolveu se casar com uma moça que havia conhecido em apenas três meses.</p>
<p style="text-align:justify;">Seu casamento foi marcado por várias traições, inicialmente por ele e depois pela esposa, tornando-se um ciclo vicioso.</p>
<p style="text-align:justify;">No dia do acidente foram (ele, a esposa e seus dois filhos; sendo que um estava com 6 anos e o outro com 7 ) passar o dia na casa de um casal de amigos na cidade vizinha. Nesta época teve um caso com a esposa do amigo, e na hora do almoço se paqueravam; mas a esposa de Mário observou tudo.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao retornarem a briga começou, sua esposa estava muito brava e começou a dizer tudo que viu e também assim como ele poderia ter outras mulheres, ela também ia arrumar outros homens. Neste momento ocorreu o acidente.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando voltou do hospital ficou por muito tempo acamado, a esposa se machucou, ficou manca e os filhos nada sofreram. Ficaram na casa de seus pais para receberem os cuidados necessários.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim que a esposa se recuperou foi em busca da separação, sem comunicar ao marido e familiares. Mário foi chamado ao fórum e não sabia o que estava acontecendo.</p>
<p style="text-align:justify;">A sua irmã foi escolhida como tutora e assinou a separação com a permissão de Mário. Sentiu-se traído novamente.</p>
<p style="text-align:justify;">A esposa ficou com a casa de Mário para cuidar dos filhos e ele retornou à casa dos pais, o que para ele foi um castigo; já que casou para fugir do ambiente familiar.</p>
<p style="text-align:justify;">O pai teve trombose e faleceu. Só moram na casa: Mário e a mãe. A irmã é casada e mora no mesmo quarteirão.</p>
<p style="text-align:justify;">Seus filhos vão visitá-lo diariamente. Raramente vê a esposa e, quando a vê apenas a cumprimenta.</p>
<p style="text-align:justify;">Suas atividades se baseiam em tratamentos fisioterapêuticos, médico, podológico, acompanhamento nutricional, freqüenta academia (faz natação) e fez acompanhamento psicopedagógico e psicanalítico.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Discussão</strong>:</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">O atendimento com este analisando é difícil devido os próprios problemas que apresenta, ou seja, tanto traumatismos físicos como emocionais. Com o acidente perdeu muitas capacidades, tornando-se uma pessoa muito dependente; principalmente de sua mãe.</p>
<p style="text-align:justify;">Mário não consegue realizar atividades diárias sozinho, como por exemplo: vestir-se, sair de casa sem alguém, atravessar uma rua sem ajuda, reconhecer pessoas e objetos, dentre outros. Passaram-se onze anos sem andar sozinho, pois ficou traumatizado, então conseguia andar somente dando-lhe a mão.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois conseguiu andar sozinho através de terapias com a psicoterapeuta em questão.</p>
<p style="text-align:justify;">Além de perdas das capacidades e do trabalho, sofreu também perda familiar quando ocorreu a separação.</p>
<p style="text-align:justify;">Seu sofrimento se move devido às perdas e consequentemente incapacidade na vida sexual, pois não pode ter vida ativa neste aspecto, já que tem desejos e ao mesmo tempo por sua condição teme contrair mais doenças porque não consegue fazer uso de preservativos.</p>
<p style="text-align:justify;">No início dos atendimentos, o paciente encontrava-se com muitas dificuldades desde a depressão bem como o quadro físico estava agravado (trombose, infecções na perna, micose avançada nas unhas, entre outras). Foi observado que tinha dificuldades em codificar o pensamento para a linguagem. Com o desenvolvimento do trabalho analítico conseguiu desbloquear este problema e apresenta melhora no quadro clínico geral.</p>
<p style="text-align:justify;">Um dos pontos iniciais do tratamento é criar bom vínculo terapêutico. Posteriormente amenizar o sofrimento psíquico e trabalhar a questão da aceitação de si próprio. Com isso, é possível oferecer melhor qualidade de vida interna e externa do indivíduo, afim de gradualmente integrá-lo.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto à questão psicopedagógica, é fundamental aprofundar os conhecimentos e nunca perder de vista seu objeto de estudo, ou seja, “o sujeito aprendendo”. Trata-se de um trabalho a ser desenvolvido em longo prazo, esperando-se uma recuperação gradual, sabendo-se que há possibilidade de melhora, mas dentro das limitações de cada quadro clínico.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando se inicia um trabalho psicopedagógico com uma criança sabe-se como proceder, baseando-se na historicidade individual e no próprio desenvolvimento infantil. Já com indivíduos com lesão cerebral, torna-se diferente porque geralmente é um adulto; só que com muitas limitações e que necessita partir do começo (como uma criança), mas de forma adaptada.</p>
<p style="text-align:justify;">Portanto, o desenvolvimento deste trabalho é desafiador e interessante porque permite acesso de trabalho dentro do próprio campo da psicopedagogia, bem como abre novas perspectivas de pesquisa também nos campos da psicanálise.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/24/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=24&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2011/03/25/os-desafios-do-trabalho-analitico-e-psicopedagogico-em-paciente-com-traumatismo-craniano/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/94bc0eb1cde35633cfca9a5ea39b6e40?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">nucleotavola</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Devo consultar um terapeuta?</title>
		<link>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/devo-consultar-um-terapeuta/</link>
		<comments>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/devo-consultar-um-terapeuta/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 14:01:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nucleotavola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alunos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/?p=19</guid>
		<description><![CDATA[por Luis Fernando S. Souza-Pinto (psicanalista, psicobiólogo, membro da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática &#8211; ABMP) _ É ainda freqüente em nosso país, que as pessoas que procuram ajuda psicoterápica profissional, seja de um psicólogo, psicanalista ou qualquer outro psicoterapeuta, sejam rotuladas de “problemáticos” ou “pessoas frágeis emocionalmente”. Mas será que isso é verdade? Obviamente, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=19&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>por Luis Fernando S. Souza-Pinto (psicanalista, psicobiólogo, membro da<br />
Associação Brasileira de Medicina Psicossomática &#8211; ABMP)</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>_</strong></p>
<p style="text-align:justify;">É ainda freqüente em nosso país, que as pessoas que procuram ajuda psicoterápica profissional, seja de um psicólogo, psicanalista ou qualquer outro psicoterapeuta, sejam rotuladas de “problemáticos” ou “pessoas frágeis emocionalmente”. Mas será que isso é verdade?</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-19"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Obviamente, a maioria das pessoas que procuram este serviço, são impulsionadas por uma angustia muito atual e urgente:  a  perda de pessoas importantes, problemas profissionais e financeiros, problemas de relacionamento, distúrbios de sono, do apetite sexual ou alimentar etc. No entanto, existe outro tipo de pessoa que procura a clinica psicoterápica, sobretudo a clinica de orientação psicanalítica (a psicanálise é uma teoria criado por Sigmund Freud). Estas pessoas estão longe de serem consideradas “frágeis emocionalmente” ou “problemáticas”, e estão em busca de uma compreensão mais profunda de si e do ambiente que as cerca.</p>
<p style="text-align:justify;">No decorrer da analise pessoal, o paciente se vê mergulhando no seu passado, reaviva situações que até então não se lembrava. Não é um caminho fácil de percorrer, pois, na maioria das vezes, nos negamos a confessar certos hábitos, fantasias e sobretudo não aceitamos o reconhecimento de que somos falhos, humanos e muitas vezes infantis. Com o passar do tempo, passamos a confiar no nosso terapeuta, que oferece toda sua atenção e ouvidos abertos e bem treinados para escutar nossos dilemas. Recebemos então um outro ponto de vista, uma nova saída para antigos problemas, ou novas idéias e soluções para uma vida já estagnada pelo cansaço.</p>
<p style="text-align:justify;">Muitas pessoas também acreditam que fazer analise é uma despesa muito cara ao bolso. Vamos então esclarecer. Nem todos profissionais cobram caro por seções de analise e há possibilidade de você ser atendido por clínicas sociais, que cobram bem mais barato. Geralmente os psicólogos atendem pelos planos de saúde, mas poucos psicanalistas fazem isso. Há espaço na psicanálise para que uma pessoa completamente saudável possa procurar analise e desse modo o atendimento na clinica psicanalítica adquire um caráter diferente. As horas de analise seriam então como um cuidado pessoal (como a academia que pagamos para evitar a indesejável gordura localizada) que escolhemos, contra a estagnação mental.</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim, fazer terapia não significa necessariamente que você esta doente, e sim que esta querendo solucionar questões pessoais muito importantes que lhe preocupam. E geralmente, este processo é revelador e muito bonito.</p>
<p style="text-align:justify;">E pra quem pensa que o analista (sobretudo os psicanalistas) são seres sobre-humanos, frios e calculistas, vai o poema:</p>
<p style="text-align:justify;">POESIA</p>
<p style="text-align:justify;">“Pois fica decretado<br />
a partir de hoje,<br />
que terapeuta é gente também.<br />
Sofre, chora,<br />
ama e sente<br />
e, às vezes, precisa falar.<br />
O olhar atento,<br />
o ouvido aberto,<br />
escutando a tristeza do outro,<br />
quando, às vezes, a tristeza<br />
maior esta dentro do seu peito.<br />
Quanto a mim,<br />
fico triste, fico alegre<br />
e sinto raiva também.<br />
Sou de carne e sou de osso<br />
e quero que você saiba isto de<br />
mim.</p>
<p>E agora,<br />
que já sabes que sou gente,<br />
quer falar de você para mim?</p>
<p style="text-align:justify;">(Cyro Martins, retirado do livro “Fundamentos Psicanalíticos” de David E. Zimerman)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/19/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=19&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/devo-consultar-um-terapeuta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/94bc0eb1cde35633cfca9a5ea39b6e40?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">nucleotavola</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Budismo e Psicanálise: Um caminho possível ?</title>
		<link>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/budismo-e-psicanalise-um-caminho-possivel/</link>
		<comments>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/budismo-e-psicanalise-um-caminho-possivel/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 13:58:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nucleotavola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alunos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/?p=17</guid>
		<description><![CDATA[por Caio Garrido (aluno do  curso de Formação em Psicanálise) _ Somos seres simbólicos&#8230; Seres de imaginação e de identificação. Travamos uma luta conosco e com a vida diariamente. Luta esta, vista e revista em nossas ansiedades, medos, e lutos inexoráveis.Vivemos no passado e no “por vir”. Nunca estamos presentes no “aqui e agora”. A Psicanálise e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=17&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>por Caio Garrido (aluno do  curso de Formação em Psicanálise)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">_</p>
<p style="text-align:justify;">Somos seres simbólicos&#8230; Seres de imaginação e de identificação. Travamos uma luta conosco e com a vida diariamente. Luta esta, vista e revista em nossas ansiedades, medos, e lutos inexoráveis.Vivemos no passado e no “por vir”. Nunca estamos presentes no “aqui e agora”.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-17"></span></p>
<p style="text-align:justify;">A Psicanálise e algumas filosofias orientais como o Budismo apresentam várias características singulares, mas também características onipresentes e entrelaçadas entre si.Tanto a Psicanálise quanto o Budismo prerrogam a “presença” no aqui e agora, de maneira a abraçar o acaso e o novo, sem estar a todo tempo atravessado por “fantasmas” do inconsciente e por ilimitadas lembranças do passado, e nem na expectativa de um futuro criado a todo o momento em nossas mentes ávidas.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">O Budismo fala muito no conceito de “Vazio”. O que é o “Vazio”?  Vazio é a presença pura, incondicional e nua da consciência humana. É o estar vivo. É este Vazio que possibilita o “Tudo”. Muito diferente do niilismo que trata da perda de sentido para a vida. Este “estar vivo”, esta presença pura e constante, que sempre esteve conosco, mas que de alguma forma nos esquecemos e nos distanciamos, é a presença que nos fez criar, dar sentido ao mundo, nos identificarmos com o mundo, as pessoas, com as coisas, e criar conceitos.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Vemos o mundo através de “Filtros”. Filtros de percepção. Tanto a Psicanálise, como a Meditação, as religiões, filosofias transcendentes como o Budismo, tratam de alterar esses filtros, proporcionando uma renovação constante deles, ou eliminação de muitos deles, descatexizando as fixações de nossas mentes, e trazendo a possibilidade de estar no mundo de forma mais relaxada, compassiva e integrada. Apesar disso, o homem sempre será um criador de conceitos, basicamente um ser desejante; se não quer desejar algo, ou não deseja algo, deseja a idéia de não desejar.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">A Psicanálise vem a ocupar um canal de nominar ou dar sentido ao Vazio, através de seus próprios conceitos. Já o caminho do budismo consiste em justamente se liberar dos conceitos, e apenas sentir, é ver a vida a partir de outro nível, que ultrapassa a dualidade Inconsciente/ Consciente, Ego/Não Ego, Coração / Mente,   Racional / Intuitivo, e outras mais, mostrando-nos a prática do “Percebimento”. O que o Princípio de Prazer nos diz? Nos diz que após um acúmulo de tensão, nos liberamos dessa tensão através do prazer. No Budismo há a velha máxima dita por Buda que fala que o nascimento é sofrimento, envelhecimento e doença é sofrimento, e morte é sofrimento. Mas ao mesmo tempo Buda ensinou que existe uma causa para o sofrimento, existe um fim para o sofrimento e existe um caminho de prática que dá um fim ao sofrimento. No Budismo toda felicidade ou prazer atingido na vida, nada mais é que uma diminuição do sofrimento, mas que é totalmente fugaz e impermanente, sendo o objetivo de dar fim ao sofrimento o verdadeiro objetivo da vida, que é atingido quando chegamos ao “Nirvana”, libertação espiritual ou Iluminação. Então podemos ver que Freud e Buda não estavam tão longe em termos de se entender a penúria do homem e as vicissitudes de seus desejos, prazeres e satisfações. Libertação nada mais é que a libertação das emoções negativas.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Essa tensão que está enraizada em todos nós nada mais é a “agressividade” acumulada e não direcionada para fins positivos. Será que não podemos relacionar isso à chamada “Pulsão de morte” descrita por Freud? Procuramos resgatar um “estado anterior de coisas”. Como diz Freud em “Além do Princípio do Prazer”, de que “o objetivo de toda vida é a morte”, é o desejo de voltar a ser uma substância inanimada, inorgânica. Freud diz também: “Em última instância, o que deixou sua marca sobre o desenvolvimento dos organismos deve ter sido a história da Terra em que vivemos e de sua relação com o Sol”. Isso mostra o que Freud nos quer dizer, ou o que podemos interpretar do que ele disse, que seria o fato de o Sol impor uma “energia”, energia essa que criou e desenvolveu a vida. Essa energia podia ser descrita como uma “carga”. Uma carga que todos nós procuramos despejar, nos aliviar o tempo todo em nossas vidas. E pode ser liberado através justamente do prazer. Esta “carga” pode tanto compreender essa energia primeva, na qual devemos nos livrar, mas também pode compreender toda a teia organizada em nossa mente, principalmente no inconsciente, que traz todos os traumas conscientes e inconscientes das relações com nossos pais, familiares, amigos, “inimigos”&#8230; , ou seja, todas as fantasmagorias neuróticas existentes em nossas mentes. Se levarmos em conta esse conceito de “carga”, fica uma proximidade muito grande com aquilo que atende pelo nome de “Carma”.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">O carma espiritual nada mais é que uma lei de causa e efeito. Esse carma está embutido em nós de tal forma que não tem uma limitação que podemos descrever racionalmente. É uma causa-efeito, mas não tão aparente quanto possa parecer. Uma relação que pode ser vista e revista e comparada à Psicanálise é a compulsão à repetição. Na compulsão à repetição todos os nossos comportamentos condicionados entram em jogo, que aparece na gente como se fosse uma trilha inconsciente neuronal que sempre refaz o mesmo caminho e não deixa espaço para a criatividade e espontaneidade.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">E uma forma de transformação psíquica disso só pode ser viabilizada por via do Outro, e se “destituindo” de si próprio ou da preocupação excessiva como o próprio Ego ou a auto imagem. O instinto de Eros nos diz que buscamos sempre esta tal de transcendência com o Outro. Procuramos nos ligar ao outro, às pessoas. São os chamados instintos de vida em contrapartida aos instintos de morte ou pulsão de morte. Eis que surge o amor no meio disso tudo , que é o que nos gera e que dá vazão aos nossos sentimentos. O amor respira a vida. Muitos dizem que em relação ao desejo, a nossa “carne é fraca”, mas se vermos a realidade profunda do amor e do desejo , podemos dizer que a inscrição do desejo se encontra na alma e não na carne.</p>
<p style="text-align:justify;">O amor é a forma de encontramos uma certa fusionalidade com o outro, uma volta à sensibilidade infantil do amor glorioso e oceânico, que um dia pairou por nós como completude. O amor é a via justamente também da saída da repetição de comportamentos e de certas identidades ao que costumamos chamar de “Eu”. Através do amparo e desamparo encontrados na relação amorosa se articula uma série de encontros e desencontros com o outro e consigo mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Como articular uma nova forma de desamparo? Pode haver um descompasso que se trava entre o sujeito e a sua procura de amparo no amor. A criança, no seu amparo materno, seja no campo intra-uterino ou na relação com a mãe, não tem absoluta consciência disso, mas essa relação e respectivas conseqüências psíquicas advindas dela, comandam e dão princípio a todo o “vir a ser” da pessoa.</p>
<p style="text-align:justify;">No amor, há uma procura de fechar esse buraco do desamparo, um chamado “prazer negativo”. Negativo, pois procura reparar uma perda. Isso já é um aspecto muito clássico do ponto de vista psicanalítico, mas a questão fundamental em que devemos nos remeter é : Será que existe um ponto onde pode haver uma passagem ? Uma espécie de transcendência  disso tudo no próprio amor ? Existe um mais além no amor ?  A consciência da experiência no mundo “adulto” é mais absoluta em relação à da criança. Consciência , que diga aqui, é a plena consciência racional e emocional desse chamado “amor”. Bion diz no seu livro “Transformações”, que por definição, o termo consciente relaciona-se a estados dentro da personalidade: consciência de uma realidade externa é secundária à consciência de uma realidade psíquica interna. Ele ainda diz: “Realmente, consciência de uma realidade externa depende da capacidade da pessoa tolerar ser lembrada de uma  realidade interna”.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Consciência do afeto, do sentimento, das sensações vividas no próprio corpo, e do corpo em contato com o outro. Isso, absolutamente, está longe da expectativa de fusionalidade. Mas o que de bom pode despertar disso, o que de fato não está ligado nem envolvido com a “agressividade” humana, pode-se dizer que pode haver até uma “agregação” de valor interno e até espiritual muito maior do que pode ter acontecido durante o período da relação mãe-bebê.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Tal possibilidade de pequena transcendência cotidiana reside no fato da experiência ser um fato consciente, onde existe uma consciência reinante sendo vivida na inter-relação entre duas pessoas. Isso não poderia ser muito mais forte e “real” do que a não lembrada vivência narcísica com a mãe? Vivência essa enlutada e distante&#8230; Distante do possível prazer presente, prazer esse visível e até positivo, transcendendo a simples cauterização do desamparo.</p>
<p style="text-align:justify;">Fato este, consciente, dissociando-se da idéia de inconsciente e pré-consciente. Há uma incredulidade; Um descrédito dos mais desavisados.</p>
<p style="text-align:justify;">Achamos que realmente fomos expulsos do paraíso sem ao menos  nunca “realmente” termos estado lá ?</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Enquanto amor nos chama, o que também clama por nós é a Compaixão. Aliás , o que é compaixão? É entender no outro essa grande falta que nos corrói e constrói. Essa falta que nos move, mas que pode ser compreendida no outro também. O Outro não é algo que corrupta sua mente. O outro deve ser visto como alguém tão “castrado” como você mesmo. No Budismo há a clara intenção que na busca pela transcendência, há a clara intenção de mostrar que isso pode ser realizado via solidão meditativa. A meditação como investigação e redenção de si mesmo é positiva. Mas</p>
<p style="text-align:justify;">isso não tira a necessidade de se estar com o outro, aprender com o outro.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">A meditação pode transformar toda essa “carga” ou esse carma ? O Dharma é o resultado e forma singela dessa transformação. O conceito de Dharma é se doar aos outros, ter compaixão pelas dificuldades dos outros (inconscientes, fantasiosas e reais), e pelo sentimento e sofrimento dos outros. O Dharma é enxergar o lado positivo da vida, ressignificar, mas não de uma maneira feita por uma tentativa imposta pelo consciente, e sim de uma maneira verdadeira e real, de uma mente já transformada, acolher o outro em sua essência, em seu chamado. Não é gostar da personalidade do outro, mas é compreender incondicionalmente a vida que está fluindo por detrás de todas as máscaras e percepções não reais dos outros, e acolher o outro psiquicamente.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Nossa consciência é como um campo. Um campo onde são plantadas várias coisas durante a vida. E tudo o que acontece de bom ou de ruim gera marcas nesse campo da consciência. E a Psicanálise , onde entra nisso tudo? Em tudo praticamente&#8230; O Saber da Psicanálise consiste em ir além do Princípio da Causalidade. Então de que forma essa causalidade se dá em nós? Essa causalidade é atemporal; é uma causalidade de transferência, de posterioridade, associativa, paradoxal, e do acaso, isto é, não se limita a um objeto que pode ser catalogado, digerido, e demonstrado por x + y = z. Nesse jogo de energias, estão os instintos de vida e morte. As representações psíquicas são limitadas para dar conta do nível de energia da pulsão de morte. A Pulsão de Morte tenta desfazer as ligações psíquicas. E é característica e tarefa de nossa instância psíquica, nosso “Eu”, nunca se satisfazer, justamente para dar conta desta “energia”. Isso o Budismo fala claramente, de que não há satisfação mundana. O homem procura a todo o momento a realização, a satisfação, mas logo que há uma certa satisfação, já é necessário outro desejo para cumprir com a tarefa de ser feliz. Ser feliz parece ser sempre uma tarefa a ser cumprida, e nunca apenas “Ser” é o bastante, nunca apenas estar “aqui e agora”, com a mente clara e vívida, sem desejos, podendo permanecer “aqui” em um estado de pleno contentamento.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/17/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=17&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/budismo-e-psicanalise-um-caminho-possivel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/94bc0eb1cde35633cfca9a5ea39b6e40?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">nucleotavola</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Império dos sonhos</title>
		<link>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/imperio-dos-sonhos/</link>
		<comments>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/imperio-dos-sonhos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 13:56:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nucleotavola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alunos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/?p=15</guid>
		<description><![CDATA[por Lucas Arantes (escritor) _ Saber quantos filmes existem dentro do filme “Império dos Sonhos”, de David Lynch, recém lançado em DVD, é um trabalho quase que de ourives. Descobrir isso é o mesmo que esmiuçar os personagens de “Cem Anos de Solidão”, do Nobel Gabriel Garcia Marques. Apesar da aparente complicação, a obra de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=15&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>por Lucas Arantes (escritor)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">_</p>
<p style="text-align:justify;">Saber quantos filmes existem dentro do filme “Império dos Sonhos”, de David Lynch, recém lançado em DVD, é um trabalho quase que de ourives. Descobrir isso é o mesmo que esmiuçar os personagens de “Cem Anos de Solidão”, do Nobel Gabriel Garcia Marques. Apesar da aparente complicação, a obra de Lynch não é um universo hermético, fechado em sua própria hostilidade. No lançamento do próprio filme o diretor chegou à afirmar que “Império dos Sonhos” era um filme simples e de um enredo também simples. De certo modo ele está certo. O diferencial fica no desdobramento do enredo e das ligações insólitas dos personagens, objetos e da linguagem cinematográfica que o diretor coloca em ato.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-15"></span></p>
<p style="text-align:justify;">“Império dos Sonhos” talvez seja uma alucinação do dia de amanhã. O cineasta norte-americano, que começou jovem no cinema aos 29 anos, com “Eraserhead (cabeça de apagador) em 1977, filma como quem escreve, sem saber de antemão onde vai desembocar a sua trama. E é justamente por onde ele caminha e por onde ele chega, que está o interessante de sua narrativa.</p>
<p style="text-align:justify;">Linch É um diretor corajoso ao tratar de Hollywood. No início do filme, uma velha um tanto quanto bizarra, vai visitar uma atriz, dizendo que é sua nova vizinha. Cheia de presságios e contos ciganos, a velha aponta para o sofá em frente onde as duas estão sentadas e diz que se fosse amanhã, a atriz estaria sentada ali, do outro lado do sofá, e teria passado no teste para ingressar no novo filme em que tanto deseja.</p>
<p style="text-align:justify;">E então, o filme começa ali, no dia de amanha, onde a atriz recebe a notícia que ganhou o papel do filme em que fez o teste. Todo o filme passa a ser uma alucinação dentro do delírio da cena da velha (que talvez nem exista), onde uma história entra na outra, no começo de forma sutil, depois de forma atordoante. A ficção entra na realidade, a realidade invade a ficção e o mais impressionante: a ficção passa a interferir na outra ficção criada pelo diretor, sem ter que fazer ponte na realidade, criando, assim, uma ficção terceira que invalida, de certa forma, as ficções que delas se subordinaram.</p>
<p style="text-align:justify;">Lynch é um escritor onírico, que sabe se utilizar dos sonhos e da psicanálise. Ora o filme parece uma pintura ou um quadro de uma galeria contemporânea. Seus personagens são representações de outros elementos do nosso mundo interno e externo. O diretor sabe que um objeto simples, como um abajur vermelho, pode adquirir múltiplas interpretações, dependendo da maneira que é olhado. Faz um filme de terror sem precisar colocar monstros, pois o medo é universal e ao mesmo tempo, particular.</p>
<p style="text-align:justify;">Lynch é um diretor obsessivo, como os seus personagens. Um artista completo. Canta e compõem em “Império dos Sonhos”. São três horas de associação livre, em busca de uma lógica dentro do filme e de seus significados e significações possíveis, que remetem à programas televisivos e outros trabalhos do próprio cineasta, como “Veludo Azul”, ”Cidade dos Sonhos”, “Coração Selvagem” e “A Estrada Perdida”. Sem estragar o final, Lynch termina o filme com uma mensagem de fôlego, de liberdade, no meio de tantos sentimentos e sensações persecutórios do enredo. É no desfecho que a realidade toma o seu lugar, com as reminiscências adquiridas no sonho (filme). A realidade é transformada pelo sonho (filme), mas é somente pela realidade que os sonhos podem existir. E com a temática dos sonhos Holywoodianos sempre recorrente em seus filmes, somado ao questionamento do valor de importância que a realidade tem no meio de tanta ilusão, Lynch termina dizendo algo como “vocês é que são reais, nós somos a fantasia”.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/15/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=15&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/imperio-dos-sonhos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/94bc0eb1cde35633cfca9a5ea39b6e40?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">nucleotavola</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Psicanálise</title>
		<link>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/psicanalise/</link>
		<comments>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/psicanalise/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 13:53:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nucleotavola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colaboradores]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/?p=13</guid>
		<description><![CDATA[por Renato Mezan (psicanalista) _ Entrevistando certa vez uma senhora cuja aparência indicava claramente que já passava dos 50, Groucho Marx ouviu dela que &#8220;estou chegando aos 40&#8243;. &#8220;Não diga! Vindo de qual direção?&#8221; Quanto a Freud, sabemos que costumava se referir à disciplina que criou como &#8220;unsere junge Wissenschaft&#8221;, a nossa jovem ciência. Transcorrido [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=13&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>por Renato Mezan (psicanalista)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">_</p>
<p style="text-align:justify;">Entrevistando certa vez uma senhora cuja aparência indicava claramente que já passava dos 50, Groucho Marx ouviu dela que &#8220;estou chegando aos 40&#8243;. &#8220;Não diga! Vindo de qual direção?&#8221; Quanto a Freud, sabemos que costumava se referir à disciplina que criou como &#8220;unsere junge Wissenschaft&#8221;, a nossa jovem ciência.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-13"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Transcorrido mais de um século desde que viu a luz, já não se pode dizer que ela seja tão jovem, e, quanto a ser ou não ciência, o debate continua acalorado. Quererá isso dizer, como afirmam seus detratores, que a psicanálise se tornou uma velha caquética e, além do mais, ridícula, pois se toma por uma viçosa balzaquiana no esplendor dos seus 40 e poucos?</p>
<p style="text-align:justify;">A verdade é que o valor de uma prática ou a consistência de uma teoria nada têm a ver com o número de décadas que se passaram desde a sua instituição. Jovem, adulta ou anciã, a psicanálise deve ser avaliada pelo que é, pois obviamente disso depende o que poderá vir a ser, em outras palavras, o seu futuro. Detalhe dissonante O que é, então, a psicanálise? Antes de mais nada, um método para sondar o inconsciente; disso decorrem uma prática terapêutica e um conjunto de conhecimentos, uma teoria da psique. Como método, ela consiste na escuta do detalhe dissonante, num discurso ou numa produção humana qualquer, na reconstituição do contexto a que pertence esse detalhe e no estabelecimento da natureza e dos motivos da dissonância, em termos dos desejos, fantasias, impulsos e defesas que a determinam. O método psicanalítico revelou-se de sutileza e fecundidade extraordinárias; ele conserva seu interesse ainda hoje e, em meu modo de ver, se for manejado corretamente, continuará válido pelos tempos vindouros.</p>
<p style="text-align:justify;">A prática fundada sobre esse método tem uma forma canônica _a análise individual, com suas regras e com suas características_ e inúmeras variantes, que utilizam o método em contextos e situações diferentes da terapia clássica. Na terapia individual, certas queixas são mais freqüentes hoje do que cem anos atrás: depressões, estresse, eclosões psicossomáticas, drogadição, falta de sentido para a vida, vazio, frustração e insatisfação com as relações afetivas. Mas, se as formas de padecimento evoluíram em consonância com as mudanças na sociedade e na maneira de viver, os motivos que as determinam continuam a ser os mesmos que a psicanálise identificou há décadas: defesas mutilantes, falta de amor e de reconhecimento pelo outro, tentativas de controle daquilo que não pode ser controlado e, também ainda hoje, repressão sexual e culpa em escala excessiva, nefasta, deletéria.</p>
<p style="text-align:justify;">Já as &#8220;variantes&#8221; consistem na psicanálise aplicada a obras da cultura ou a fenômenos sociais, mas também à análise de crianças, de famílias, de casais, de situações conflitivas em instituições como escolas, hospitais ou empresas, à &#8220;terapia breve&#8221;. Penso que a demanda por esse tipo de trabalho, que já vem crescendo, tenderá a se intensificar no futuro, porque o tratamento individual é custoso e porque nem sempre ele é indicado.</p>
<p style="text-align:justify;">Nada há no método psicanalítico que o impeça de ser utilizado nesse tipo de circunstância, pois o funcionamento psíquico do ser humano, quer deitado num divã, quer em outra situação qualquer, depende sempre, em última análise, do jogo das suas emoções e do significado consciente e inconsciente que elas atribuem aos fatos da vida.</p>
<p style="text-align:justify;">Fundamentos, teoremas e corolários. Essas afirmações pertencem à teoria psicanalítica, que, como toda teoria, tem seus fundamentos, seus teoremas e seus corolários. Muito se discute hoje sobre a validade de seus diversos aspectos, e dentro do próprio campo freudiano existem correntes que têm da vida psíquica visões diversas. Mas todas concordam em alguns pontos essenciais, sem o que não seriam escolas de psicanálise: a existência e a eficácia do inconsciente, a necessidade do trabalho interpretativo, a importância do infantil para a vida adulta e também para o andamento da terapia &#8220;stricto sensu&#8221; (em que ele aparece sob a forma da transferência) etc.</p>
<p style="text-align:justify;">Creio que a teoria psicanalítica continuará evoluindo, se enriquecendo e eventualmente vendo corrigidas algumas de suas asserções, o que ocorre desde os primeiros anos da sua existência. Isto é prova da sua vitalidade e não da sua decadência: em simpósios, revistas, livros, os analistas procuram elaborá-la de modo que seja conforme com sua prática e com aquilo que esta revela. Quem sabe se não está se formando, hoje mesmo, uma nova escola de psicanálise, da qual só ouviremos falar daqui a algum tempo?</p>
<p style="text-align:justify;">Em suma: o futuro da psicanálise está, em grande medida, nas mãos dos analistas e dependerá do modo pelo qual soubermos fazer frente aos bdesafios clínicos e teóricos que a vida social e nossos pacientes nos forem colocando. Para isso dispomos do método analítico, mas também de nossa própria inventividade e da capacidade (que se espera tenha sido estimulada pela análise pessoal) de não aderirmos, como cracas ao casco de um navio, ao já sabido, ao já conhecido e ao já provado. Como, aliás, fez em seu tempo um certo Sigmund Freud.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/13/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=13&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/psicanalise/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/94bc0eb1cde35633cfca9a5ea39b6e40?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">nucleotavola</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Psicanálise e arte</title>
		<link>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/psicanalise-e-arte/</link>
		<comments>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/psicanalise-e-arte/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 13:51:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nucleotavola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colaboradores]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/?p=11</guid>
		<description><![CDATA[por Giovanna Bartucci (psicanalista e ensaísta) _ É verdade, esta é uma época em que se discute, incansavelmente e de forma generalizada, questões cruciais acerca das novas formas de subjetivação na atualidade. Do lado da psicanálise, época originada nos desenvolvimentos exigidos pelo trabalho dos primeiros psicanalistas com pacientes psicóticos e borderline. Nesse sentido, uma época [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=11&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>por Giovanna Bartucci (psicanalista e ensaísta)</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>_</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;">É verdade, esta é uma época em que se discute, incansavelmente e de forma generalizada, questões cruciais acerca das novas formas de subjetivação na atualidade. Do lado da psicanálise, época originada nos desenvolvimentos exigidos pelo trabalho dos primeiros psicanalistas com pacientes psicóticos e borderline. Nesse sentido, uma época produtora de autores pós-freudianos que constituiram teorias sobre a origem da atividade de produção de sentido, de ligação, colocando a questão da constituição do Eu a partir da relação com o Outro, definitivamente na esteira dos textos freudianos da década de 20, em seu bojo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-11"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;">Assim é que, nas últimas décadas temos podido constatar que a fragmentação da subjetividade ocupa posição fundamental na nova configuração do social constituída no Ocidente. O eu, no entanto, encontra-se situado em posição privilegiada, posição essa inédita nas novas formas de construção da subjetividade, caso consideremos a tradição ocidental do individualismo iniciada no século XVII, uma vez que a subjetividade construída nos primordios da modernidade tinha as noções de interioridade e reflexão sobre si mesma como eixos constitutivos. Entretanto, o que agora está em pauta é uma leitura da subjetividade em que o autocentramento se conjuga ao valor da exterioridade. Talvez seja mesmo importante que repensemos os fundamentos de nossa leitura da subjetividade atentando para os &#8220;destinos do desejo&#8221; na atualidade, como sugerem alguns autores, na medida que tais destinos nos permitiriam captar o que se passa nas subjetividades. Se os destinos do desejo assumem uma direção marcadamente auto-centrada e exibicionista, na qual o horizonte intersubjetivo se encontra esvaziado e desinvestido das trocas inter-humanas, não será difícil compreender que o que caracteriza a subjetividade na cultura do narcisismo parece ser mesmo a impossibilidade de receber e reconhecer o outro em sua diferença radical. Se por um lado o sujeito na cultura do narcisismo encerra o outro como objeto para seu usufruto, por outro, as experiências de perda e o reconhecimento da incompletude do sujeito têm a possibilidade de abrir caminho para a subjetivação permanente, para a alteridade e temporalidade e, consequentemente, para um futuro que tenha sentido.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;"> </span>No entanto, enquanto também constatamos certo mal-estar na e da psicanálise na atualidade, enquanto o roteiro clássico do Édipo &#8211; a criança que deseja o pai do sexo oposto e se identifica com aquele de seu próprio sexo &#8211; entra em crise, nunca se revelou tão verdadeira uma das descobertas mais fundamentais da psicanálise, o caráter não adaptativo da sexualidade humana. É nessa medida que o reconhecimento de que nenhuma teoria vai além das próprias delimitações que traz consigo desde suas origens, diz respeito a possibilidade de recomposição do tecido teórico como um conjunto, permitindo, assim, as condições futuras.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;"> </span>Assim é que as questões relativas a intensidade e excesso pulsional são fundamentais. Não só se apresentam como características marcantes dos sofrimentos na atualidade, mas tomado pela intensidade e pelo excesso, ao sujeito só lhe resta realizar um trabalho de ligação constituindo destinos possíveis para as forças pulsionais, ordenando circuitos pulsionais e inscrevendo a pulsão no registro da simbolização. Frente à reativação do desprazer, produzido por grandes quantidades não metabolizáveis pelo psiquismo, será a capacidade de ligação do aparelho psíquico que definirá as possibilidades de domínio desta energia.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;"> </span>É neste contexto que o conceito de sublimação tem importância fundamental. Recordemos que por sublimação entende-se a capacidade do sujeito de investir em atividades artísticas, intelectuais, ideológicas, científicas, atividades denominadas por Freud de &#8220;atividades superiores&#8221;, uma vez que desta forma laços sociais são estabelecidos e fortalecidos, empregando energias que, do contrário, inviabilizariam a vida em sociedade. Compreendido como um processo que consiste em a pulsão se lançar a uma meta outra, distante da satisfação sexual propriamente dita, a enfase recai sobre o desvio em relação ao sexual; ou seja, pressupõe-se a manutenção do objeto da pulsão, havendo, no entanto, a transformação do alvo. A sublimação seria o que permitiria a constituição de uma dialética da alteridade por meio da inscrição da pulsão no campo da cultura. A arte seria, assim, uma modalidade de sublimação às pulsões, na qual o sujeito manteria o objeto de investimento, transformando seu alvo.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;"> </span>Assim, se em Escritores Criativos e Devaneio (1908 [1907]), Freud compreende a obra de arte como um substituto do que foi o brincar infantil, uma vez que aproxima o artista, aqui o escritor criativo, da criança que, ao brincar cria um mundo próprio reajustando seus elementos de uma forma que lhe agrade, mantendo, com isso, uma nítida separação entre seu mundo de fantasia e a realidade, será a partir das transformações sofridas pelo conceito freudiano de sublimação que tal formulação é passível de alteração.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;"> </span>No entanto, recordemos que a partir da publicação de Além do princípio do prazer, ensaio de 1920 que termina por estabelecer o já tão conhecido dualismo entre pulsões de vida e pulsões de morte, será essa mesma pulsão de morte, uma vez que não se articula no registro da linguagem, que imporá ao sujeito a necessidade de inscrição no registro da simbolização. Se em sua versão inicial, a sublimação é uma experiência de espiritualização, de ascese, por meio da qual a subjetividade é purificada de seu erotismo perturbador, em sua versão posterior, de 1932, será a mudança de objeto da pulsão o atributo fundamental na reordenação do circuito pulsional. Nessa medida, se face a premência e necessidade em produzir novos objetos para os circuitos pulsionais, o sujeito realiza rupturas no campo de objetos e símbolos, na visão de mundo constituída, será exatamente isto que permitirá ao sujeito constituir, construir sua própria realidade de acordo com as leis que eventualmente conheça. Compreender ou dar significado ao mundo em que vivemos será o mesmo que estruturar a realidade de um modo pessoal e estilizado.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;"> </span>É verdade, tal concepção apóia-se na formulação de que, ao tomarmos como fundamental o conceito freudiano de pulsão, o psiquismo e o sujeito do inconsciente serão destinos de pulsões, privilegiados, por certo, ao lado do &#8220;retorno sobre o próprio corpo&#8221;, da &#8220;transformação da atividade em passividade&#8221; e da &#8220;sublimação&#8221;, desde que as pulsões sejam consideradas no registro da força como exigência de trabalho. Assim, a pulsão é uma força (Drang) que necessita ser submetida a um trabalho de ligação e simbolização para que possa se inscrever no psiquismo propriamente dito. Daí a relevância da experiência artística: ao mesmo tempo que as coisas são inalcansáveis pela arte, institui-se um lugar onde não só intensidade e excesso pulsionais têm a possibilidade de se fazer presente, como há, também, fundamentalmente, a possibilidade de, por meio da criação artística, estruturar, sim, a realidade de modo pessoal e estilizado, constituindo destinos possíveis para as forças pulsionais, ordenando circuitos e inscrevendo a pulsão no registro da simbolização.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;"> </span>Sem dúvida, a concepção do sujeito do inconsciente como destino de pulsões, desde que entendidas no registro da força como exigência de trabalho, será o que irá possibilitar que pensemos o ato da criação como criação de um sujeito, como &#8220;lugar psíquico de constituição de subjetividade&#8221;[1].</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;"> </span>É nessa medida que, tanto a experiência psicanalítica concebida como lugar psíquico de constituição de subjetividade &#8211; fundamentalmente para aqueles sujeitos cujos destinos como sujeitos será sempre o de um projeto inacabado, produzindo-se de maneira interminável -, quanto a arte, encontram na inscrição da pulsão no registro da simbolização e sua reordenação do circuito pulsional uma economia outra que possiblite o trabalho de criação, de produção de sentido e de ligação.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;"> </span>Por certo, muitos não concordarão, mas não me parece que o psicanalista seja artista, tampouco o artista é psicanalista (e porque não?), mas ambos compartilham de algo que, por hora, entendemos como um &#8220;lugar&#8221;. Assim, a experiência psicanalítica é, também, um lugar que pressupõe necessariamente um outro que escute, que interprete, que silencie; um outro que, para além de &#8220;suposto-saber&#8221;, seja ele mesmo este lugar, encarne este lugar, para que no momento que nele, lugar, adentremos, deixe ele mesmo de ser este corpo, para estar este lugar. O jogo de palavras não é artifício retórico, mas a tentativa de recolher, dar forma e instaurar um sentido para este tempo, que para além (ou aquém) da linguagem, é ele mesmo um tempo necessário. Um tempo que permite a emergência de um sujeito a partir deste corte, desta fenda, deste rombo, desta cratera, desta violência amorosa e necessária que nós humanos, por isso mesmo, mui educadamente denominamos falta. Assim é que tanto a experiência psicanalítica, concebida aqui como lugar psíquico de constituição de subjetividade &#8211; fundamentalmente para aqueles sujeitos cujos destinos como sujeitos será sempre o de um projeto inacabado, produzindo-se de maneira interminável -, quanto a arte, encontram na inscrição da pulsão no registro da simbolização e sua reordenação do circuito pulsional uma economia outra que possiblite o trabalho de criação, de produção de sentido e de ligação.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;"> </span>[1] Cf. Bartucci, Giovanna. Psicanalítica freudiana, escritura borgeana: espaço de constituição de subjetividade. In: Cid, Marcelo; Montoto, Claudio César. Borges Centenário. São Paulo, EDUC, 1999, p. 125-143. Os artigos (1998) Transferência, compulsão à repetição e pulsão de morte, Percurso, Revista de psicanálise. São Paulo, 21(2), 1998, p. 43- 49 e (1999) Entre o mesmo e duplo, inscreve-se a alteridade. Percurso, Revista de Psicanálise. São Paulo, 22(1), 1999, p. 49-57 pertencem a mesma linha de pesquisa.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;"> </span>Este artigo é uma versão ampliada de &#8220;Psicanálise e Estéticas de Subjetivação&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/11/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=11&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/psicanalise-e-arte/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/94bc0eb1cde35633cfca9a5ea39b6e40?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">nucleotavola</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Vai sobrar alguma privacidade?</title>
		<link>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/vai-sobrar-alguma-privacidade/</link>
		<comments>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/vai-sobrar-alguma-privacidade/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 13:48:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nucleotavola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colaboradores]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/?p=9</guid>
		<description><![CDATA[por Jurandir Freira costa (psicanalista) - O sentido de &#8220;privacidade&#8221; se sedimentou, historicamente, em duas principais acepções. A primeira diz respeito aos direitos políticos nas democracias modernas. Privacidade, nessa acepção, significa liberdade de expressão de preferências ou inclinações não sujeitas à escrutínio público. É o caso das crenças privadas no terreno da religião, das experiências [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=9&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>por Jurandir Freira costa (psicanalista)</strong></p>
<h1 style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;">-</span></h1>
<p style="text-align:justify;">O sentido de &#8220;privacidade&#8221; se sedimentou, historicamente, em duas principais acepções. A primeira diz respeito aos direitos políticos nas democracias modernas. Privacidade, nessa acepção, significa liberdade de expressão de preferências ou inclinações não sujeitas à escrutínio público. É o caso das crenças privadas no terreno da religião, das experiências de satisfação emocional, das formas de convívio interpessoal, das opções profissionais, dos gostos estéticos etc.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-9"></span></p>
<p style="text-align:justify;">A privacidade, nesse sentido, vem sendo ameaçada por dois perigos. O primeiro está relacionado ao crescimento da criminalidade urbana. No Brasil, por exemplo, o aumento vertiginoso de latrocínios, seqüestros, comércio ilegal de drogas e episódios de corrupção foi seguido da prática de invasão da privacidade, por meio das câmaras indiscretas, grampeamentos de telefones etc. Como não sabemos o que fazer com a indecência de alguns políticos e administradores, acobertados, no mais das vezes, por interesses eleitoreiros, começamos a rotinizar a quebra de sigilo bancário e as escutas telefônicas clandestinas! Do mesmo modo, paralisados diante da onda de crimes ligados ao tráfico de drogas, trivializamos a vigilância e a denúncia anônimas, em vez de tentar entender por que o consumo de cocaína é maior, justamente, no seio da elite social e do lúmpen criado pelo atraso econômico e pela má distribuição de renda.</p>
<p style="text-align:justify;">O caminho mais fácil nem sempre leva ao bom porto. Penalizar os indivíduos não resulta em reforma de leis e instituições ou em combate às injustiças. Segurança sem dignidade e vida sem liberdade não são remédios contra o crime; são placebos que reforçam o mal, como mostram os exemplos de totalitarismos e autoritarismos políticos conhecidos. Não se faz uma sociedade democrática com sujeitos amedrontados e sem espontaneidade, até na vida &#8220;privada&#8221;. O medo do bandido ainda deixa margem à ação social criadora; o medo do &#8220;agente secreto&#8221; só alimenta a covardia de quem intimida e de quem é intimidado.</p>
<p style="text-align:justify;">O segundo perigo tem a ver com a hegemonia do fator econômico na vida socio-cultural. Até meados do século XX, aproximadamente, a privacidade era a salvaguarda das liberdades individuais em face dos riscos do igualitarismo democrático. Não há virtude sem um &#8220;quê&#8221; de vício. A democracia, como previu Tocqueville, pode se converter em tirania da maioria sobre as minorias. A privacidade se tornou o locus de resistência à opressão e, por isso, veio a ser percebida como &#8220;o sagrado&#8221; no corpo social profano; aquilo &#8220;sobre o que ninguém tinha o direito de rir&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Ora, essa privacidade foi, pouco a pouco, absorvida pela moral do consumo. O &#8220;cidadão&#8221; se encolheu no &#8220;consumidor&#8221; e, praticamente, reduziu sua liberdade de expressão à escolha dos bens e serviços que deseja possuir. O &#8220;sagrado&#8221;, depois de politicamente secularizado, foi economicamente rebaixado ao &#8220;pegue e pague&#8221; do que é mais lucrativo. Jamais fomos tão livres para querer; jamais quisemos tão pouco!</p>
<p style="text-align:justify;">Esse paradoxo explica os destinos do segundo tipo de privacidade, a intimidade. A diferença entre as duas &#8211; gritante até pouco tempo &#8211; se tornou irrelevante para a mentalidade atual. A privacidade &#8220;como liberdade&#8221; era o poder de &#8220;trazer à público&#8221; aspirações pessoais não lesivas à liberdade do outro; a privacidade &#8220;como intimidade&#8221; era o poder de &#8220;ocultar do público&#8221; aspirações da mesma ordem. No processo de decadência da esfera pública, a primeira saiu desfigurada pela invasão do mercado, a segunda pela diluição na publicidade.</p>
<p style="text-align:justify;">A intimidade, em suas origens burguesas, consistia nas convenções de decoro &#8211; honra, pudor, vergonha &#8211; que protegiam o corpo, o sexo e as emoções do olhar anônimo. Nudez; hábitos de higiene; atos e fantasias sexuais; ímpetos destrutivos; rituais de amor ou de elevação espiritual etc, foram, por dois ou três séculos, resguardados da luz do público. A sociedade de massas e a economia globalizada deram às costas a tudo isso. Na moral da publicidade, tudo que é vendável deve ser visível. Ao se mostrar tudo a todos, contudo, nada mais resta de &#8220;íntimo&#8221;. A mais leiga das culturas já existentes trocou o recato pela autoflagelação moral em público, transformando em assunto mundano o que era matéria de respeito e sigilo pessoais.</p>
<p style="text-align:justify;">Todavia, os humanos, esses animais que &#8220;fantasiam e veneram&#8221;, insistem em defender seus bens mais preciosos, a imaginação e o sonho. A cultura da confissão publicitária coagiu os indivíduos a renunciarem à intimidade, criando uma moral na qual avesso e direito, superfície e profundidade se confundem. O vaudeville chegou à exaustão. Expusemos nossa vida íntima, acreditando encontrar nela &#8220;verdades&#8221; psicológicas ou morais. Tudo que achamos, entretanto, foi a platitude de coisas insignificantes e sem mistério! Explicamos, analisamos, mostramos e vendemos tudo! No fim da linha, nada descobrimos, exceto a tolice de querermos ser transparentes a nós mesmos e ao mercado.</p>
<p style="text-align:justify;">É então que surge o imprevisto. No coração da tecnologia contemporânea, a Internet, a intimidade renasce e põe em cheque sua instrumentalização econômica. Agora não se trata mais de esconder o que não deve ser mostrado; trata-se de controlar a exibição de &#8220;quem&#8221; revela &#8220;o que&#8221; ao outro! Os indivíduos, nos sites de conversa, fingem ser o que não são, forjam pudores ou desenvolturas fictícias e, mediante tais artifícios, recuperam o poder de dizer não à obrigação da confissão pública. É a recalcitrância da autonomia em se curvar ao Big Brother; é a luta da criatividade contra a uniformização.</p>
<p style="text-align:justify;">Entre nós, essa intimidade ainda é um ideal moral dos privilegiados. No passado, ela foi um atributo da moral burguesa, feita para poucos que, no entanto, sonhavam em ser muitos, tão logo a utopia civilizatória se realizasse; hoje, é exclusiva de elites alheias ao bem de todos, pois acreditam que, com o &#8220;fim da história&#8221;, foram embora nossas melhores esperanças.</p>
<p style="text-align:justify;">Seja como for, a intimidade continua sendo um dos raros nichos do maravilhoso, do mágico e do inédito no universo desencantado e &#8220;totalmente administrado&#8221;, teorizado por Weber e Marcuse. Para alguns, isso é puro ornamento de espíritos ociosos; para outros é condição sine qua non da liberdade. Alinho-me aos últimos. Pouco coisa é tão violenta e indigna quanto fazer dos humanos animais.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/9/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=9&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/vai-sobrar-alguma-privacidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/94bc0eb1cde35633cfca9a5ea39b6e40?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">nucleotavola</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Ser analista</title>
		<link>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/ser-analista/</link>
		<comments>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/ser-analista/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 13:38:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nucleotavola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/?p=6</guid>
		<description><![CDATA[por Marcos C. Ciciarelli (psicoterapeuta, candidato a psicanalista pelo Instituto Núcleo Távola e Graduando em Filosofia) _ Questão importante que aparece fortemente em todos aqueles que estão em processo de formação psicanalítica, o que  pude observar durante o período de aproximadamente 3 anos em que estou em formação é que independentemente da profissão de cada um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=6&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>por Marcos C. Ciciarelli</strong> (psicoterapeuta, candidato a psicanalista pelo Instituto Núcleo Távola e Graduando em Filosofia)</p>
<p style="text-align:justify;">_</p>
<p style="text-align:justify;">Questão importante que aparece fortemente em todos aqueles que estão em processo de formação psicanalítica, o que  pude observar durante o período de aproximadamente 3 anos em que estou em formação é que independentemente da profissão de cada um dos meus colegas de curso, com todos que conversei a respeito da questão do ser analista, todos sem exceção, se questionavam sobre este tal sentimento.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-6"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Todos me diziam, mesmo aqueles que já exerciam alguma atividade clinica por serem médicos, psicólogos, terapeutas e etc, tinham dificuldade em se sentir um psicanalista, em alguns casos  profissionais gabaritados com formação em outros tipos de psicoterapias e com muitos anos de percurso clinico e mesmo já tendo terminado o curso de formação em psicanálise no nosso instituto ou até mesmo em outros,não conseguiam se apresentar como psicanalista ou principalmente se sentir um analista. Por que será que esta questão se faz tão presente? O que é afinal o ser analista? Quais as condições básicas que o individuo precisa ter para se sentir um analista?Quem pode se auto- intitular psicanalista?</p>
<p style="text-align:justify;">Será que o &#8220;ser analista&#8221; tem haver com o &#8220;filho&#8221; e sua difícil tarefa de lidar com a figura do &#8220;pai&#8221; Freud?  Será pelo fato da psicanálise ser um ofício e não uma profissão? Ou talvez por ser a clinica do inconsciente, voltada para a subjetividade do individuo e não podendo assim ser mensurada? Complicado, não? Talvez seja por isso que estas e outras questões povoam a mente de quem percorre este caminho, porque são elas que se fazem presente no cerne daquele individuo que será amanhã o &#8220;verdadeiro&#8221; analista, ou não.</p>
<p style="text-align:justify;">Parece que estas perguntas trazem a tona verdadeiras questões inconscientes que estão reprimidas e recalcadas e é por trás delas  que  residem os medos e as inseguranças que impedem o individuo de se identificar como um &#8220;ser analista&#8221;. Fica claro  que, antes de mais nada(sic)o analista tem que ser e estar muito bem analisado, ou seja, tem que ter passado, estar passando e passar para sempre por um processo de analise pessoal, pois só assim ele poderá se libertar destas questões e se posicionar perante o analisando livre de dogmas e preconceitos;  isto me faz lembrar uma frase dita pelo meu analista e que vai bem de encontro com o assunto aqui tratado: &#8220;A psicanálise é para todo mundo, mas não é para qualquer um.&#8221; Isto  me parece algo como: Talvez o sujeito só possa se tornar um analista se for realmente tocado pela psicanálise, quem toma contato com a psicanálise sente o quão forte ela é, sente que não basta ser isto ou aquilo, não basta conhecimento teórico, não basta diploma na parede, não basta chancela disto ou daquilo, enfim, não há garantias&#8230; E talvez seja isto sim que&#8230; Apesar de amedrontar&#8230; Colocará o individuo na tão sonhada posição de &#8221;SER ANALISTA&#8221;.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/6/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=laboratoriodepsicanalise.wordpress.com&amp;blog=14569846&amp;post=6&amp;subd=laboratoriodepsicanalise&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://laboratoriodepsicanalise.wordpress.com/2010/08/20/ser-analista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/94bc0eb1cde35633cfca9a5ea39b6e40?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">nucleotavola</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
